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Oct 2

Fazendo um glossário com o Evernote

Posted on Wednesday, October 2, 2013 by Roney Belhassof in Dicas

O Evernote é uma dessas ferramentas que, mesmo na versão gratuita, já oferecem tantas possibilidades que muitos optam por não pagar pela versão completa que oferece somente mais espaço de armazenamento.

É tanta flexibilidade que conheço um monte de gente que não usa porque se perde.

Resolvi então fazer duas coisas:

  1. Dizer o que é o Evernote
  2. Falar em apenas um jeito de usá-lo dessa vez: fazer um glossário.

O que é o Evernote?

Imagine uma estante onde você guarda vários blocos de anotações, ok? Imaginou? Isso é o Evernote. Simplesmente isso.

Você pode criar cadernos dentro dele e ir adicionando páginas nesses cadernos que podem conter textos, imagens e sons.

É claro que ele está livre das limitações das coisas físicas então você pode olhar seus cadernos e anotações de qualquer dispositivo como celulares e tablets até seu computador Mac, Windows ou seu navegador Web.

Coisas como buscar uma palavra em suas anotações, naturalmente, é trivial.

Fazendo um Glossário com o Evernote

Para muitos tradutores glossário é vida, né? Por isso decidi falar em como fazer um belo glossário usando-o.

As vantagens são:

  • Seu glossário fica guardado também na nuvem
  • Você guarda as referências de onde vieram as definições
  • É fácil buscar palavras nele
  • Você pode compartilhar com amigos se quiser
  • Tenho certeza que você descobrirá outras vantagens.

Vamos lá então, certo?

Você vai precisar de:

  • Um computador com o Evernote instalado (link no final do post)
  • Um navegador com a extensão do Evernote instalada (Firefox, Safari, Chrome estão ótimos)
  • Só isso.

Em seu Evernote (via Web ou aplicativo) crie um caderno “Glossário”.

Vá trabalhar, ok?

Quando encontrar uma palavra que você acha que vale a pena colocar em seu glossário você pode fazer duas coisas:

  1. Procurar usos dela online
  2. Registrar seu próprio uso

No segundo caso você pode criar uma nota diretamente no Evernote colocando como título a palavra e no conteúdo as definições e usos copiados e colados do texto em que você está trabalhando.

No primeiro caso você pode selecionar o uso que achou e clicar na extensão do seu navegador para criar uma nova nota no seu cadernos glossário automaticamente.

Se você achar mais de uma página com usos interessantes da palavra ou expressão o ideal é copiar e colar na nota criada primeiro.

Fica mais ou menos assim:

Tela do Evernote

Um exemplo de glossário usando o Evernote

Na tela acima eu selecionei a definição de Avonda! do Aulete no meu navegador e deixei a extensão fazer o trabalho de copiá-la para o meu glossário. O link para o Aulete eu coloquei manualmente assim como a sugestão em seguida para usar a palavra sempre com a exclamação.

O passo seguinte seria copiar para a nota o trecho de Paraíso Perdido onde a palavra é usada e talvez acrescentar que deve ser usada em contextos de época.

À esquerda vê-se a outra palavra que criei em meu glossário: apedeuta.

Acima da nota você encontrará dois balões azuis com as expressões “arcaico” e “paraíso perdido”. São palavras chave que eu inseri para ficar mais fácil localizar a palavra. Podem não ter sido opções muito boas, mas espero que sirvam para passar a ideia. Poderiam ser, por exemplo, “química orgânica” ou “Falso cognato”. Sei que vocês pensarão em coisas melhores.

O Evernote permite criar links para que outras pessoas vejam seus cadernos. No caso de um glossário pessoal isso provavelmente não é uma boa ideia, mas você pode precisar coordenar uma equipe de pessoas que traduzem um determinado tipo de texto técnico, por exemplo.

O meu objetivo nesse post é dar uma ideia sem complicar demais nas explicações para que ninguém tenha medo de tentar.

Se alguém resolver desenvolver a ideia na prática e compartilhar fique a vontade para usar os comentários ou nos indique o link do seu artigo sobre a experiência. Teremos prazer em acrescentá-lo aqui!

Para baixar:

Sep 11

Os primeiros passos trôpegos na tradução

Posted on Wednesday, September 11, 2013 by Roney Belhassof in Dicas

Foto de um nenufar sobre a água

Um nenufar…

Essa é uma crônica de um pretendente a candidato a futuro tradutor.

Pois é, entre os “tradcasters” tem um que admira profundamente essa profissão e tem vontade de tentar seguir os passos dos amigos de podcast (e muitos papos), mas não sabe se tem as qualidades necessárias.

Nós sabemos que alguns dos nossos ouvintes passam pelo mesmo dilema então eu, o quarto elemento (queria muito ser o quinto e ter um super-código de DNA, mas, fazer o quê? E eu não ficaria bem como uma ruiva), decidi contar um pouco das minhas tímidas incursões.

Sim! Eu, o Roney, já andei fuxicando Wordfast, MemoQ, Swordfish e outras. Para quem não sabe essas são ferramentas de auxílio à tradução.

A primeira coisa que alguns leigos pensam é isso: aquele fotógrafo é maravilhoso, que câmera ele usa?

Então, querem saber o que eu, um “não tradutor”, percebi usando essas ferramentas? É uma longa história…

Como elas dividem o texto em trechos ajuda a não nos assustarmos com a extensão do que temos pela frente, mas elas não ajudam nada a aprender a traduzir.

Tá… A história não é tão grande afinal de contas! Hehehe!

O que realmente me mostrou o tamanho do caminho a seguir foi sentar e traduzir ou até mesmo ler traduzindo mentalmente.

Sim, pois a primeira coisa que a gente precisa para traduzir, pelo menos eu acho, é ser capaz de ler no idioma de origem, né? 😉

Acontece que ler é bem diferente de traduzir.

Em primeiro lugar a gente não lê traduzindo, a gente não fica pensando “the dog is happy” quer dizer “O cachorro é feliz” e então a frase quer dizer “o cachorro está feliz”. A gente via lendo direto.

Até o dia que eu sentei para traduzir achei que isso não seria um problema… Bem, talvez não seja para alguns, mar para mim é! Diversas vezes me pego lendo um livro e pensando “Nossa! Não sei como diria isso em português!”.

Então aqui vai meu primeiro passo trôpego na tradução:

Leia coisas traduzindo para a sua língua. Sente de vez em quando para traduzir um artigo, um trecho de um romance, uma crônica, um conto… Não tente traduzir uma poesia, tradutores que traduzem poesia são seres sobrenaturais… É sério! Eu acho isso mesmo! Tá, não acho, mas que é outra história… Ah! É!!

O segundo…

Pegue um livro em português mesmo (considerando que essa é a sua língua mãe) e preste atenção numa coisa, ok?

Posso dizer?

Lá vai…

Você entende — absolutamente — tudo que lê? Cada “nenúfar”, “pernóstica” e “avonda!” que o louco do autor resolveu colocar lá só para mostrar que ele teve uma infância feliz nos campos floridos longe da cidade, leu A Borboleta Atíria ou aquela tradução clássica de Paradise Lost?

Olha, eu não!

Confesso que, quando lí nenúfares pela primeira (e acho que única) vez eu simplesmente pensei “ok, é um campo coberto com algum tipo de flor”.

A propósito, só agora eu vi, pelo jeito nenúfar é Vitória Régia…

Muito bem, “pernóstica” eu fui no dicionário ver pois era uma qualidade da borboleta que me pareceu importante e Avonda! eu tive que buscar no dicionário também porque era uma das palavras mais absurdas que eu tinha visto na minha vida além de Yahoo!, mas Yahoo! é um nome.

Então esse é o segundo passo trôpego…

A questão é que a gente pega muita coisa pelo contexto quando estamos lendo, mas quando estamos traduzindo, para fazer um bom trabalho, temos que entender tudo, tudinho, tudinhozinho… Ou não?

Esse está longe de ser um texto para iniciantes no ofício da tradução — e por isso já comecei avisando que era uma crônica —, mas achei que seria divertido para os tradutores que já esqueceram como foram seus primeiros passos e para quem está nessa fase agora.

Tem vários outros passos que eu certamente esqueci e que nem imagino que existem pois não senti na pele ainda.

Revisão por exemplo… Tem que revisar tudo… Eu não revisei essa crônica… Foi direto. Deve ter gente que pode fazer isso, mas eu certamente não sou um exemplo! 😉

Aug 28

Navegar é preciso!

Posted on Wednesday, August 28, 2013 by Roney Belhassof in Novidades

Veleiro solitário no mar

Graças à Internet nossos veleiros navegam cheios de amigos.
Fonte: Papéis de Parede “Os Mais”

O mundo está mudando…

Ok, o mundo sempre esteve mudando, mas nos últimos anos a impressão é que ele está mudando muito.

No centro de toda essa mudança estão as redes sociais que sempre existiram e são “turbinadas” na era da Internet.

Você talvez esteja pensando na Primavera Árabe, nos Indignados da Espanha, no Ocuppy e até no #VemPraRua, mas não é só na mobilização social que as redes sociais online têm um papel central: elas mudam nossa forma de buscar conhecimento, construir redes de contatos profissionais e até de trabalhar.

A importância da presença online para tradutores foi lembrada em vários momentos da V Conferência Brasileira de Tradutores do Proz realizada em Recife e nós percebemos que também podemos compartilhar mais e melhor!

Uma das ideias que trouxemos de Recife foi a de voltar a povoar nosso site com informações úteis entre cada episódio do podcast além de usar melhor nossa página no Facebook e a conta no Twitter, então aqui vão os links para vocês nos seguirem por lá!

Fiquem de olho!

Apr 19

Dia do Livro: um papo com Renato Motta sobre tradução literária

Posted on Friday, April 19, 2013 by Cláudia in Convidados, Podcast, Tradução Literária

Este episódio é em homenagem ao Dia do Livro, que foi comemorado ontem por ser a data de nascimento de Monteiro Lobato, um dos nossos autores mais importantes (e que também foi tradutor).

Chamamos o Renato Motta, que tem mais de 70 livros traduzidos em seu currículo, para conversar conosco sobre tradução literária, os conhecimentos necessários e o caminho para entrar nessa área.

Falamos de teoria literária, capítulos impossíveis de traduzir que no final acabam sendo elogiados até pela autora, literatura mulherzinha, a importância dos livros populares na formação de gerações que leem mais e caminhos tortuosos que nos levam às nossas carreiras.

Você pretende se especializar em tradução literária? Já traduziu alguns livros, mas sabe que pode melhorar? Este episódio será ótimo para você!

E você, que curte literatura, vai adorar saber um pouco mais sobre os autores e o carinho com que seus livros são traduzidos para nossa língua.

 

Equipe tradcast com Renato Motta

Érika participou virtualmente dessa vez ;-)

Curtiu as músicas? São da banda “Still Nameless“: “New” e “Bluesin‘”.
Feb 25

A relação do tradutor com sua obra

Posted on Monday, February 25, 2013 by Cláudia in Convidados, Podcast, Tradução Literária

Estamos de volta, depois de um longo e tenebroso… verão, né? Pelo menos aqui no Rio de Janeiro parece que estamos num forno! Tivemos um longo intervalo desde o último episódio, mas nossa intenção é continuar gravando episódios novos ao longo do ano. Contamos com o apoio de vocês! E sugestões, sempre!

Neste episódio, conversamos com o Daniel Estill sobre as paixões e os desafios da tradução de literatura para crianças. Ele conta um pouco sobre o envolvimento dele com a obra traduzida e fala um pouco da importância de conhecer o autor na hora de traduzir.

Ficou curioso? Vai lá ouvir!

 

Curtiu as músicas? São da banda “Still Nameless“: “New” e “Bluesin‘”.
Sep 28

Mais uma conferência brasileira do ProZ!

Posted on Wednesday, September 28, 2011 by Cláudia in Podcast

Estamos de volta, depois de uma pausa prolongada (vocês já sabem que nossas agendas são conflitantes), com um bate-papo com o Filipe Alverca (@falverca) sobre a organização da próxima conferência do ProZ, que acontecerá no Rio de Janeiro, nos dias 12 e 13 de novembro de 2011. Aproveite o desconto nas inscrições até a próxima sexta-feira, dia 30 de setembro, Dia do Tradutor.

Agradecemos a ajuda do Roney na edição do programa! Obrigada!

P.S.: A foto abaixo é para entender uma das brincadeiras no final. 🙂

Ventosa com formato de diabo para identificar copos

Mar 16

O revisor, esse $#@%ˆ!

Posted on Wednesday, March 16, 2011 by Cláudia in Língua Portuguesa, Podcast

Você também pensa assim? Na verdade, o revisor, esse ser invisível, tem a função de refinar um texto. Ele não é seu inimigo.

Descubra várias coisas legais neste episódio! Se quiser, deixe sua opinião nos comentários.

Links comentados no episódio

Artigo do blog da Companhia das Letras

Símbolos de revisão 1 (texto de Portugal, mas vale para o Brasil)

Símbolos de revisão 2 (tabela muito simplificada, mas dá uma ideia de como funciona)

Apoio de livros (link para o produto na loja da Saraiva)

Livros e dicionários sugeridos

Manual do revisor

Além da revisão

Dicionário de Regência Nominal

Dicionário de Regência Verbal

Gramática (Faraco)

Curtiram as músicas? São da banda “Still Nameless“: “New” e “Bluesin‘”.
Mar 2

Suas tarefas estão em dia?

Posted on Wednesday, March 2, 2011 by Cláudia in Convidados, Ferramentas, Podcast

Tem certeza? As nossas não estavam, por isso estava quase impossível gravar o Tradcast. Finalmente conseguimos nos coordenar e achamos interessante falar sobre o assunto. Assim, convidamos o @cristianoweb, designer, amigo e conhecedor de uma metodologia chamada GTD (Getting Things Done) que pode nos ajudar em termos de organização e procrastinação. Ficaram curiosos? Então ouçam o episódio agora mesmo!

Além de ouvir o Tradcast, quem quiser conhecer mais sobre a metodologia pode dar uma passeada pelos links abaixo.

Esperamos que vocês gostem do episódio, pois nós, como sempre, adoramos gravá-lo!

Os links clássicos na Web

  1. Getting things Done na Wikipedia
  2. GTD na Wikipedia

Artigos muito úteis na Web

  1. Fator W (Walmar AndradeWenetus Interactive)
  2. Marco Gomes (Boo-box)
  3. Efetividade.net (Augusto Campos)
  4. Design Blog (Sean CanhaxCake) – Sobre GTD e aplicativos

Sistemas baseados no conceito GTD

  1. Remember the Milk (Recomendado)
  2. GTD Gmail
  3. Add-on Firefox

Aplicativos de apoio ao GTD

  1. Slim Timer (monitora o tempo que você leva numa tarefa. gera relatórios e exporta em Excel)
  2. Toggl (mesma função do Slim Timer, porém possui apps para iPhone, iPod Touch)
  3. HiTask (gerencia tarefas como projetos. Ideal para trabalhos grandes)

E agora o momento “Jabá” 😀

Artigos e apresentações do @cristianoweb sobre GTD

  1. Resenha do livro “A arte de fazer acontecer” (David Allen)
  2. SlideShare e Vídeo da palestra “A vaca GTDeou o leite com Pomodoro” para o Café 22
  3. SlideShare e Video-Apresentação da palestra “Carpe Diem – Como aplicar GTD em sua vida” para o 3º InNet
  4. 5 artigos sobre GTD para o site BlendUp (na época blogueando.com)
Oct 13

Agendas em guerra

Posted on Wednesday, October 13, 2010 by Cláudia in Novidades

É, amigos, nossas agendas resolveram brigar! Estão de mal umas com as outras e não querem nem pensar em reconciliação. 🙂

Felizmente, estamos com muito trabalho, e isso está nos impedindo de conseguir um horário em comum aos três, mas não perdemos as esperanças. Acho que na próxima semana a gente consegue se reunir e gravar um novo episódio.

Desculpem o furo! Enquanto isso, ouçam os episódios antigos, escrevam com sugestões de pauta ou contando causos ou dando dicas ou qualquer coisa que vocês queiram. Estamos à disposição e tentaremos atender a todos os pedidos.

É isso! Aguardem o próximo episódio!

Sep 28

Onde você trabalha?

Posted on Tuesday, September 28, 2010 by Cláudia in Podcast

Estamos de volta em novo dia! Anote na sua agenda que passaremos a publicar às terças-feiras.

O episódio de hoje fala um pouco sobre os prós e contras de trabalhar como autônomo ou como contratado. Além disso, falamos um pouco sobre procrastinação, uma praga que atinge os autônomos. Se você frequenta comunidades de tradutores, Twitter, Facebook e afins, sabe que não é só com você que isso acontece.

Tivemos a participação mais que especial da Flávia Souto Maior falando dos programas que ela usa para impedir que os intervalos na produção se tornem longos demais.

Lembrem-se: concentrem-se na produção, mas, quando tiverem uma pausa, ouçam o programa e comuniquem-se conosco!

Referências do episódio:

Concentrate (software pago para Mac OS)

Self Control (software gratuito para Mac OS)

Pomodoro Technique

Curtiram as músicas? São da banda “Still Nameless“: “New” e “Bluesin‘”.

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